Por que o sal que você usa está prejudicando a sua saúde… E o que fazer a respeito

Tempo de leitura: 22 minutos

mar-otVocê, por acaso, já entrou no mar? Minutos depois, teve aquela sensação de que o mar levava embora toda energia ruim e trazia ótimas vibrações ao seu corpo e mente?

Isso não acontece por acaso.

O mar está cheio de água e sal — o sal integral, em seu estado mais puro.

O sal, em contato com a água, é um maravilhoso condutor de energia. Por isso, quando entramos no mar, sentimos essa troca de energia tão forte, rejuvenescedora e gostosa.

A natureza, muito sábia, nos deu o sal, mas…

Hoje em dia, o sal é acusado de causar males como hipertensão, problemas cardíacos e cálculo renal. A ponto de governos proibirem sua exposição em mesas de bar, a exemplo de medidas publicadas em Porto Alegre e no estado do Espírito Santo.

Segundo a mídia e os governos, essas medidas têm como motivo o elevado consumo de sódio pela população brasileira e sua influência na prevalência de hipertensão arterialSem dúvida, o número de casos de hipertensão aumentou muito nas últimas décadas, e é preciso tomar medidas para diminuir este mal de nossos tempos.

Mas por que o sachê de sal que fica em cima das mesas dos bares foi “O Escolhido” para punição, como se fosse ele o grande responsável pelo aumento de casos de hipertensão?

Neste artigo, você saberá por que eu sou contra as medidas citadas acima e por que sou a favor do sal. Continue lendo para ficar informad@ sobre:

  • sal faz realmente mal?
  • o sal nos produtos industrializados
  • a relação entre sódio e hipertensão
  • a trajetória do sal refinado até a sua mesa
  • por que o sal no Brasil é iodado? Isto é bom?
  • sal integral: alternativa ao sal branco refinado
  • sal rosa do Himalaia
  • outros tipos de sais
  • gersal: receita infalível para ter um sal super nutritivo

Eu espero que, ao final da leitura, você sinta como se estivesse no mar: aquele sal delicioso levando embora todas as energias ruins.

Sal faz mal?

sal integral-otVocê provavelmente já leu em algum lugar ou ouviu alguém dizer que:

a diferença entre o remédio e o veneno é a dose

Bem, no caso do sal, não é diferente. Sal em excesso faz mal.

Porém, quando se trata de alimentação, tudo em excesso faz mal, não é mesmo?

Temos que nos alimentar sempre em busca de um equilíbrio.

O problema é que, hoje em dia, as pessoas estão em um desequilíbrio alimentar frenético. E, claro, estão consumindo sal — e açúcar — em excesso.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a quantidade que devemos ingerir de sal varia entre 5 a 6 gramas por dia.

Os brasileiros, segundo estatísticas recentes, estão consumindo em média 12 gramas de sal por dia. Ou seja, o dobro do recomendado.

Este excesso de sal, provavelmente, não vem do (pouco) sal de cozinha que utilizamos quando fazemos comida em casa.

Ele vem… adivinha de onde?

Se você disse… tcham… produtos industrializados, você acertou!

É inegável que o consumo de produtos industrializados (que estão longe de ser alimentos de verdade) cresceu muito nas últimas décadas, talvez na mesma proporção do número de pessoas que desenvolveram males como hipertensão, diabetes do tipo 2 e obesidade.

 

 

 

Será apenas uma coincidência?

Os produtos alimentícios, mesmo os doces — como refrigerantes, bolachas e bolos industrializados — são lotados de sal, porque o sal é um realçador de sabor e, portanto, ele realça o sabor do açúcar e ainda tem a vantagem, para a indústria, de disfarçar qualquer tipo de sabor metálico ou retrogosto de produtos químicos presentes nestes itens alimentícios.

Estes, por sinal, contêm outras substâncias que é melhor nem começar a elencar…

Mas, como o nosso foco é sal, vamos entender melhor como ele se apresenta nos produtos industrializados — esses, sim, verdadeiros vilões para a sua saúde.

 

O sal nos produtos industrializados

supermercado-otNa natureza, os alimentos se apresentam com um certo equilíbrio de nutrientes.

O sódio e o potássio são dois nutrientes que estão presentes nestes alimentos, mas em geral a quantidade de potássio é maior do que a de sódio, pois o nosso organismo precisa de uma quantidade maior do primeiro.

Há, porém, um elemento na natureza que tem mais sódio que potássio: o sal.

Em sua maior parte, o sal é composto de cloreto de sódio (NaCl), isto é, uma combinação de cloro e sódio.

Mas… o que tudo isso tem a ver com os produtos industrializados? Quem nos explica é a culinarista Pat Feldman, em seu incrível artigo “O sal (verdadeiro) é legal”:

Para a indústria transformar uma série de alimentos em sopas e outros produtos enlatados, ela primeiro desidrata esses alimentos. Com a desidratação, vai-se embora a água, e também quase todo o sódio e potássio.

Esse alimento, agora desidratado, é mais propício ao armazenamento e distribuição, porém, ao ser reidratado para o processamento final, fica absolutamente desprovido de sabor – a não ser que se acrescente, neste momento, sal. Bem, nessa hora, a proporção potássio:sódio se inverte: esses alimentos passam a ter até 200 partes de sódio, para 1 de potássio!”

Agora, pense que, na natureza, os alimentos contêm mais potássio que sódio, porque é justamente disto que o nosso corpo precisa: de mais potássio que sódio.

Quando consumimos produtos industrializados — como uma sopa em pó, por exemplo — nosso corpo recebe apenas sódio, e de forma desproporcional.

Dá para imaginar, a longo prazo, o desequilíbrio que isto causa no nosso organismo?

Seu paladar pode não perceber muito a diferença entre uma sopa industrializada e uma sopa caseira, mas com certeza o seu organismo sim!

Agora, eu te pergunto: o que o sal de mesa de bar tem a ver com isso?

Para mim, nada (ou bem pouca coisa).

Não é ele o (grande) responsável pelo aumento de casos de hipertensão.

A relação entre sódio e hipertensão

hipertensao-otO sódio é um elemento essencial ao nosso organismo.

Ele é um eletrólito (substância que, dissolvida em água, se torna condutora de corrente elétrica) e, portanto, conduz eletricidade pelo nosso corpo.

Juntamente com o cloro, ele forma um mecanismo celular chamado bomba iônica. Este mecanismo mantém nossas células, músculos e sistema nervoso funcionando corretamente — transportando oxigênio e nutrientes, realizando impulsos nervosos, controlando o batimento cardíaco e a contração dos músculos etc.

O sódio e o cloro também são fundamentais na ativação de enzimas responsáveis pela digestão dos carboidratos, ou seja, na transformação de carboidratos complexos em monossacarídeos como a glicose, frutose e galactose.

Além disso, o sódio, juntamente com o potássio, equilibra a quantidade de água em nosso organismo.

As células saudáveis possuem mais potássio que sódio em seu interior. Já o exterior das células possui mais sódio que potássio.

Uma ingestão excessiva de sódio ou de potássio pode provocar importantes desequilíbrios.

Bem, já vimos que, na nossa sociedade, há uma ingestão excessiva de sódio. E isto acontece, em grande parte, por causa dos produtos industrializados.

E, então, muita gente acaba tendo hipertensão, e, então, muita gente — inclusive profissionais da saúde — acaba associando hipertensão à ingestão excessiva de sódio.

Não me entenda mal — sódio em excesso é, sim, prejudicial.

Mas estes mesmos produtos industrializados contêm uma série de outras substâncias — como, por exemplo, açúcar — que têm bem mais chance de causar hipertensão do que o sal propriamente dito.

 

 

Afirmo isto, baseada em um artigo do site do Dr. Mercola, que por sua vez é baseado em alguns estudos. Está em inglês, mas merece a leitura (clique aqui para ler).

Um desses estudos citados no artigo também merece um olhar mais atento. Ele foi publicado em 2011 com 3.681 europeus de meia-idade saudáveis. Eles foram acompanhados por oito anos (clique aqui para ler o estudo, em inglês). Os participantes foram divididos em três grupos:

  • baixo teor de sal
  • sal moderado
  • alto consumo de sal

Os pesquisadores acompanharam as taxas de mortalidade para os três grupos, com os seguintes resultados:

  • Grupo de baixo-sal: 50 pessoas morreram
  • Grupo de sal moderada: 24 pessoas morreram
  • Grupo de alto-sal: 10 pessoas morreram

Ou seja, o risco de doença cardíaca foi 56% maior no primeiro grupo, os que consumiram pouco sal, em comparação com o terceiro grupo, que consumiu bastante sal.

Interessante, não?

É por isso que o Dr. Mercola afirma, neste artigo, baseado em muitos estudos, que:

“the less salt you eat, the more likely you will die from heart disease. This absolutely flies in the face of conventional views” (em tradução livre, quanto menos sal você comer, maiores as chances de você morrer de doenças cardíacas. Isto vai absolutamente contra os pontos de vista convencionais)

E, em seguida, ele aponta o açúcar — mais especificamente, a frutose, presente nos produtos industrializados — como o grande agente provocador de doenças como hipertensão, obesidade e diabetes do tipo 2. Se você sofre de sobrepeso ou obesidade, clique aqui.

Por um simples motivo: o açúcar causa resistência à insulina, algo que o sal não faz.

E a resistência à insulina é o fator que está relacionado a todas estas doenças.

Quer dizer, então, que o sal de mesa está totalmente liberado?

Hmm… Também não. Porque o sal de mesa não é tão bonzinho assim… Mas isto não é culpa dele. É culpa da trajetória dele, desde o mar até a sua mesa.

A trajetória do sal até a sua mesa

sal integral refinado- otO sal de mesa — incluído aí o sal de mesa de bar, aquele que foi proibido no ES e em Porto Alegre — é industrializado e, portanto, passou por uma série de procedimentos que o transformaram profundamente.

A exemplo do que ocorre com o açúcar branco refinado, o sal, para virar branco refinado, chega a ter sua estrutura molecular original completamente modificada ao passar pelo processo industrial.

E o pior de tudo: a legislação brasileira, determinada pela Anvisa, só permite a comercialização no Brasil deste tipo de sal industrializado.

É um sal que é também iodado, obrigatoriamente, conforme manda a lei.

O processo industrial, de forma resumida, acontece assim: o sal bruto é limpo com produtos químicos e aquecido a altas temperaturas — um procedimento que retira do sal todas as suas impurezas, mas também todos os seus nutrientes.

A este sal sem nutrientes, transformado em apenas cloreto de sódio (NaCl), é acrescido iodo sintético, na forma de aditivos químicos iodados, como iodato de potássio.

Estes aditivos químicos têm um porém: eles oxidam facilmente quando expostos à luz.

Para resolver este problema, o sal iodado recebe dextrose (um tipo de açúcar), que age como estabilizante.

Mas aí aparece outro problema: a dextrose, quando combinada com o iodo sintético, produz, no sal, uma cor roxa.

Portanto, para deixar o sal branco, é adicionado a ele carbonato de sódio. E, diga-se de passagem, em quantidades descontroladas, porque é impossível uma distribuição uniforme.

Finalmente, para o sal fique soltinho, ele recebe óxido de cálcio (cal de parede).

Estes dois componentes — carbonato de sódio e óxido de cálcio — favorecem, por exemplo, o surgimento de pedra nos rins.

Este é apenas um resumo dos aditivos químicos que o sal recebe. Há ainda componentes antiaglomerantes e outras substâncias prejudiciais à saúde que estão, inclusive, contempladas na portaria da Anvisa.

Está bom para você? Os prejuízos à sua saúde, no entanto, não param por aí.

Iodo sintético versus iodo natural

dispute-otA Anvisa obriga o sal industrializado a ser iodado, porque a deficiência de iodo pode causar alguns males, como:

  • aborto prematuro
  • surdez
  • bócio (aumento desproporcional da glândula tireoide)

A quantidade de iodo que nós precisamos por dia é minúscula, mas o fato é que precisamos dele, e as autoridades escolheram o sal industrializado (um produto consumido todos os dias em pequenas quantidades) para carregar este iodo.

Existem alguns poréns nisso.

Em primeiro lugar, o iodo é sintético — e você viu, no tópico acima, os problemas que a sua adição ao sal acarreta.

Além disso, a quantidade de iodo adicionada ao sal industrializado é maior do que a quantidade de iodo natural encontrado no sal bruto, podendo até atingir um nível tóxico.

Isto pode predispor o organismo a doenças ligadas à tireoide, como o aumento de nódulos de natureza diversa na tireoide (alguma coincidência?).

Por último, o iodo sintético não é tão bem-absorvido pelo organismo. Por conta disso, nosso corpo expele rapidamente este composto.

Já o sal bruto contém algas microscópicas que ajudam a fixar o iodo orgânico (e em quantidades ideais) no nosso organismo. Este iodo, em sua forma natural e com ajuda destas algas, permanece por mais tempo no nosso corpo.

É por isso que o sal bruto, ou sal integral, é o melhor sal para o nosso organismo, na minha opinião.

Conteúdo exclusivo

Cadastre o seu melhor email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do Panelas de Gaya!>

Sal integral: alternativa ao sal refinado

sal integral no mar-ot

O sal integral é a grande alternativa — ou solução mesmo — frente aos problemas postos nos tópicos acima.

Infelizmente, pela legislação brasileira — bastante voltada aos interesses da indústria –, você só pode consumir o sal de mesa iodado.

Se quiser sair disso, o jeito é consumir sal importado.

Em casa, eu utilizo dois:

  • sal rosa do Himalaia (rochoso)
  • sal cinza de Guérande (marinho)

Conheça aqui 101 receitas que você pode fazer usando estes sais.

Para mim, existe, sim, uma diferença de gosto entre esses sais e o sal de mesa.

Acho que isto ocorre, principalmente, por causa das substâncias químicas que são adicionadas ao sal industrializado.

Há neste mundo uma infinidade de sais marinhos não refinados — eles são tão diversos quantos os mares e oceanos que banham nosso planeta.

Todos eles contêm muitos minerais — praticamente toda a tabela periódica — em maior ou menor quantidade, dependendo de sua formação.

É certo que esses minerais estão presentes em outros alimentos da natureza — um argumento muito utilizado por quem critica a utilização de sal integral.

No meu caso, eu utilizo sal integral sobretudo porque ele não passou pelo processo químico industrial e de adição de iodo artificial.

O sal integral pode ser mais “sujo”, mais “impuro”, mas é mais natural.

Sal integral rosa do Himalaia

sal himalaia - otDentre os vários tipos de sal integral, o sal do Himalaia merece uma atenção especial, pela sua fama e sua formação toda particular.

O famigerado “sal rosa do Himalaia” tem coloração rosa — é claro — devido à presença de 84 minerais, entre os quais óxido de ferro, que o tornam todo nutritivo e especial.

É um sal integral rochoso, pois é extraído de uma região montanhosa no centro do Paquistão, em um distrito chamado Punjab.

Nesta região, há uma mina chamada Khewra, que é a segunda maior mina de sal do mundo e a principal mina de extração de sal do Himalaia, com 25 quilômetros de túneis.

Por ano, 350 mil toneladas de sal rosa são extraídas manualmente desta mina, que — apesar do nome do sal — está localizada a cerca de 500 quilômetros do Himalaia.

Este sal é todo especial, pois foi formado 200 milhões de anos atrás. Nesses primórdios, a região montanhosa em Punjab era banhada por um mar cujas águas foram evaporadas pelo sol.

Depois disso, a movimentação de placas tectônicas formaram lavas que cobriram o sal depositado na superfície após a evaporação das águas do mar.

Este sal, coberto pelas lavas, ficou intocado até os tempos recentes (mais ou menos 300 a.C.), quando foi descoberto pelas tropas de Alexandre O Grande.

É por isso que o sal integral do Himalaia é considerado, por muitos, o sal “mais puro” comercializado nos dias de hoje. Por ter ficado coberto e reservado durante milhões de anos, ele não teve contato com agentes tóxicos e poluentes provocados pelo homem.

Isto não acontece com o sal integral marinho. Este pode, sim, conter agentes tóxicos e poluentes, por conta da crescente contaminação dos mares e oceanos do planeta — mas isto tampouco é culpa do sal, não é mesmo?

Em geral, contudo, o sal integral — tanto marinho quanto do Himalaia — é extraído e lavado manualmente, um processo que retira a maior parte de suas impurezas.

O sal integral — tanto marinho quanto do Himalaia — também tem a grande vantagem de conter menos sódio por porção do que o sal branco refinado.

Isto acontece, porque o sal integral contém não apenas cloreto de sódio, mas todos os elementos da tabela periódica. E estes elementos são encontrados em sua forma natural, o que faz com que sejam mais bem assimilados pelo nosso organismo — a exemplo do que acontece, como já vimos, com o iodo orgânico.

Aqui no Brasil, você pode encontrar alguns tipos de sal do Himalaia iodado — ou sal marinho iodado, de forma artificial. Eu não recomendo o consumo destes, pois ao sal integral não precisa ser adicionado iodo sintético.

É possível encontrar, no Brasil, sal integral sem ser iodado — mas é um sal importado, claro.

Outros tipos de sais

sais-otExistem, disponíveis no mercado, diferentes tipos de sais além do sal do Himalaia e do sal marinho de Guérande (extraído e lavado manualmente na França). Os mais comuns são:

Sal light

Foi criado para ser uma opção mais saudável que o sal comum refinado, pois o sal light tem menos da metade do sódio encontrado no sal comum.

Seu sabor é mais suave, mas ele deve ser consumido na mesma quantidade do sal comum, para não perder a vantagem de conter menos sódio.

É indicado para pessoas que sofrem de hipertensão — embora esta recomendação seja controversa, como vimos acima. Não é indicado para quem tem cálculo renal.

Sal grosso

Hoje em dia, a maior parte do sal grosso vendido nos mercados também é refinado e recebe muitos aditivos químicos, como iodo sintético e glutamato monossódico. Portanto, o sal grosso não é uma boa opção para substituir o sal refinado.

Sal negro

Também conhecido como Kala Namak, é obtido na região central da Índia, em reservas naturais. Além da cor diferente, o sabor não é muito comum, pois, para alguns, lembra o de gema de ovo. Possui uma textura crocante e é muito solúvel.

 

 

Sal Kosher

O nome desse sal vem do seu uso: é utilizado na preparação da carne kosher, seguindo os preceitos das leis judaicas.

Ele não é refinado, tem formato irregular e grãos maiores que o sal branco refinado. Devido às suas propriedades, esse sal consegue secar melhor o sangue das carnes.

Flor de sal

É uma das mais delicadas versões de sal, pois os cristais da flor de sal são retirados das superfícies das salinas antes que se depositem no fundo e se transformem em sal marinho. Por isso, para cerca de 80 quilos de sal marinho, somente 1 quilo de flor de sal é extraído.

A extração, claro, é manual, assim como a lavagem — o que preserva os nutrientes, tanto da flor de sal quanto do sal marinho.

Após a lavagem, os cristais de flor de sal são secos ao sol, o que dá a eles uma textura fina e crocante.

Os cristais de flor de sal são mais indicados para temperar os pratos já prontos. Seu uso durante o preparo dos alimentos, enquanto o fogo estiver ligado, não é recomendado.

Apesar de produzido em diversos locais, o mais famoso é o da região de Guérande, norte da França. Mas a flor de sal de Guérande é um produto distinto do sal marinho de Guérande (este que eu utilizo em casa).

Existem ainda o sal azul da Pérsia, o sal vermelho do Havaí, o sal rosa peruano e muitos outros tipos de sais — alguns deles defumados, produzidos em geral na França — que são mais difíceis de achar no mercado brasileiro.

É claro que a diversidade de sais é tão grande quanto as águas do mar.

Por isso, parar mim, o mais importante é que o sal não tenha sido refinado e nem tenha recebido aditivos químicos ou iodo sintético.

Gersal: torne seu sal super nutritivo

Este é o sal marinho de Guérande, que eu uso em casa
Este é o sal marinho de Guérande, que eu uso em casa

Você sabia que dá para deixar o sal integral ainda mais nutritivo?

O gersal é uma receita muito usada na culinária macrobiótica (de origem japonesa) e consiste em uma mistura de sal integral com gergelim torrado. O gergelim é uma sementinha poderosa, rica em:

  • vitamina E, super antioxidante
  • cálcio, ferro, magnésio, manganês, fósforo, cobre e cromo
  • metionina, um aminoácido essencial que o nosso corpo não produz e que ajuda o fígado a transformar algumas toxinas, como o álcool
  • gorduras do bem, como a leticina, que ajuda no bom funcionamento do sistema nervoso
  • mucilagem, que ajuda no bom funcionamento do intestino

Eu consumo gersal diariamente. Costumo colocá-lo nas saladas, mas você pode usá-lo para salgar todo tipo de prato. 🙂

Receita de gersal

gersal-otIngredientes

  • ½ xícara de gergelim branco
  • ½ xícara de gergelim preto
  • 1 colher de chá de sal integral

Modo de preparo

  • Esquente uma frigideira no fogo baixo
  • Coloque o sal na frigideira e deixe secar e torrar por 3 minutos
  • Retire o sal e rserve numa vasilha
  • Coloque o gergelim seco na mesma frigideira (não use óleo) e deixe fritar um pouco, mexendo sem parar por mais ou menos 3 minutos. IMPORTANTE: Cuidado para não deixar torrar e nem queimar, porque a receita ficará amarga
  • Leve o gergelim e o sal ainda quentes para o liquidificador
  • Deixe na consistência que desejar, mas evite que vire uma farinha
  • Quando estiver pronto, coloque em potes de vidro e deixe aberto até que o gergelim esfrie

Conclusão...

Espero que este artigo sobre sal te esclareça algumas dúvidas sobre o assunto e te ajude a repensar alguns hábitos alimentares.

E, se você gostou, quero te fazer um convite.

Inscreva seu e-mail no campo abaixo, para receber em primeira mão os artigos do Panelas de Gaya. Eu gostaria muito de continuar esta conversa super nutritiva com você! 🙂

Conteúdo exclusivo

Cadastre o seu melhor email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do Panelas de Gaya!>

 

  • Fabiana Nanô

    Obrigada, Telma!

  • Telma Nascimento

    Parabéns que texto completo..elucidativo e verdadeiro

  • Obrigada, Fabiana! 😀

    Sobre o sal, infelizmente é verdade. Quando vejo fazer isso na salada, dá até arrepios…

    Bjs

  • Fabiana Nano

    Oi, Kamilla,
    Pois é, eu farei uma ressalva no artigo a respeito do sal de mesa, porque, realmente, muita gente exagera… Tem gente que nem experimenta a comida e já vai colocando sal, não é mesmo?
    Obrigada pela dica e pelo comentário!
    Teu blog também está demais!
    Bjs

  • Excelente artigo, Fabiana!
    Realmente, aqui em Vitória/ES não vemos mais pacotinhos de sal nas mesas… mas ainda assim, alguns restaurantes exageram na quantidade de sal que usam para “temperar” as comidas.
    Obrigada pelas informações. Tem tudo a ver com meu público-alvo: hipertensos [hipertensoemmovimento.com].
    Vou compartilhar este artigo, com certeza!
    Abraço!

  • Fabiana Nano

    Obrigada, Pri!
    Acho que já sei o que vou dar para sua mãe te levar… quer um salzinho marinho de Guérande?
    Bjs

  • Priscila Pesce L. de Oliveira

    Fabi, que artigo incrível!! Não fazia ideia de como o sal comum é quase um “cheetos” em relação ao sal natural… To impressionadíssima. Agora dou 10x mais valor ao salzinho rosa que comprei um dia, mais pra ficar bonita a mesa ao receber. Agora ele vai é pra panela 😉
    Muito obrigada por este texto tão informativo <3