Manteiga ou margarina: qual é melhor?

Tempo de leitura: 19 minutos

bread-1266652_1920Manteiga ou margarina?

Este é um verdadeiro clássico da Nutrição nos últimos 50 anos, pelo menos.

E a pergunta que não quer calar é sempre a mesma:

Qual é melhor?

Se você ainda não sabe, então está no lugar certo. Aqui, neste artigo, todas as suas dúvidas serão esclarecidas. Você descobrirá:

  • qual a diferença entre manteiga e margarina
  • qual é mais saudável
  • o que são gorduras saturadas, presentes na manteiga
  • o que são gorduras trans e interesterificadas, presentes na margarina
  • o que é manteiga clarificada
  • o que é manteiga ghee

Vamos lá?

Manteiga ou margarina: a origem

manteiga - otA manteiga existe desde tempos imemoriais e é usada pelo homem já há muitos séculos — na verdade, há muitos milênios.

Este ingrediente é a base de muitas culinárias, sobretudo a francesa.

Seu processo de fabricação é muito simples e não demanda máquinas industriais complicadas. Você pode inclusive fazer em casa: basta bater a nata do leite (ou o creme de leite) até que a gordura se separe do soro.

Esta gordura é a chamada manteiga.

Ou seja, manteiga nada mais é que a gordura do leite resultante do processo de bater a nata do leite. Algo simples e natural.

Já a margarina é um produto novo, se levarmos em consideração a história da humanidade.

Ela surgiu… adivinha onde? Na França, em pleno século 19.

Na segunda metade desse século, a França atravessava uma grave crise econômica, e o então governante do país, Napoleão III, decidiu promover um concurso para que especialistas descobrissem um substituto barato para a manteiga, que à época estava muito cara.

Hippólyte de Mége Mouriés ganhou o concurso, no ano de 1869, com a criação da margarina — um produto bem semelhante à manteiga, de fácil conservação e com a vantagem de ser mais barato. Portanto, mais acessível às classes sociais baixas.

À época, Mouriés chegou à fórmula da margarina a partir da gordura do boi.

Desde então, a margarina passou por várias transformações no seu processo de fabricação. Várias mesmo.

Hoje em dia, ela é um típico produto industrial feito à base de óleos vegetais.

Se você acompanha o blog, já sabe que, só pela frase acima, dá para adivinhar — entre manteiga ou margarina — qual eu prefiro.

Mas, se você quiser ter mais informações, continue lendo este artigo.

Agora, eu vou explicar melhor para você por que a margarina, além de ter o sabor ruim, faz realmente mal à sua saúde.

Manteiga ou margarina: qual a diferença?

manteiga ou margarina versus - otOs fabricantes de margarina afirmam que a principal diferença entre manteiga e margarina é que a primeira é de origem animal (pois é feita da nata do leite), enquanto a segunda é de origem vegetal (pois é produzida a partir de óleos vegetais, como óleo de milho).

Isto é uma falácia — para não dizer mentira –, por dois motivos principais.

Em primeiro lugar, porque, se você ler o rótulo da maior parte das margarinas, verá que elas têm em sua composição derivados do leite.

Portanto, elas também têm componentes de origem animal.

Em segundo lugar, a indústria usa esse discurso — de que uma é de origem animal e a outra de origem vegetal — para propagandear que margarina é melhor do que manteiga.

E por quê?

Porque a manteiga, por ser de origem animal, tem em sua composição colesterol e gorduras saturadas.

A gordura saturada é um tipo de gordura natural e pode ser encontrada, por exemplo, no óleo de coco. Mas, em geral, ela é associada a gorduras de origem animal — manteiga, queijos curados, banha de porco, gema de ovo, carne de boi, porco, frango, cordeiro etc.

Já a margarina, diz a indústria, não tem colesterol — pois o colesterol é uma gordura presente exclusivamente em gorduras animais — e nem gorduras saturadas.

As gorduras dos óleos vegetais (base da margarina) são insaturadas. Por conta disso, segundo a indústria, são melhores para a saúde.

O problema é que essa afirmação da indústria vai contra inúmeros estudos científicos demonstrando que o nosso organismo precisa — sim, você leu bem: precisa — de colesterol e gorduras saturadas.

Tcham!

Agora você deve estar achando essa história muito estranha, não é?

Mas é isso mesmo.

Colesterol e gorduras saturadas não são só boas para a saúde: elas são essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo!

Infelizmente, por causa do lobby da indústria, que se usa de alguns estudos científicos mal fundamentados, colesterol e gordura saturada foram, e ainda são, demonizados.

Caso queira entender melhor essa história e descobrir a verdade sobre a grande mentira que nos foi contada durante décadas a fio a respeito de gorduras saturadas e colesterol, eu recomendo a leitura deste artigo do blog.

Nele, você conhecerá melhor os interesses por trás desses “estudos científicos mal fundamentados” usados pela indústria e entenderá por que gorduras saturadas e colesterol não têm tanta influência sobre doenças cardíacas.

Agora, só para deixar claro: isto não significa que você pode encher a cara de manteiga e banha de porco, ok?

Só significa que é hora de parar de demonizar esses alimentos e de incluí-los na dieta sem peso na consciência. 🙂

Bem, voltando à diferença entre manteiga ou margarina: a manteiga, por ser de origem animal, é rica em colesterol e gorduras saturadas — e isso é bom! –, enquanto a margarina, por ser de origem vegetal, é rica em outros tipos de gorduras. E isso não é bom.

Vejamos por quê.

Por que a gordura da margarina não é boa

manteiga ou margarina ruimComo você viu, a margarina é feita a partir dos chamados óleos vegetais — óleo de milho, de soja, de girassol, de canola.

Estes óleos são formados por gorduras insaturadas, e as gorduras insaturadas são líquidas em temperatura ambiente — por isso os óleos são líquidos, certo?

A fim de torná-los sólidos, a indústria realiza um procedimento que só ela consegue fazer: ela muda a estrutura da molécula de gordura.

Wow!

Agora, para entender melhor isso, é preciso saber que moléculas de gordura são compostas basicamente por átomos de carbono e de hidrogênio.

As gorduras saturadas — que são sólidas em temperatura ambiente, como manteiga e banha — tem em sua composição ligações simples entre os átomos de carbono.

Já as gorduras insaturadas, como os óleos vegetais, têm ligações duplas entre os átomos de carbono — e é justamente este fator que os faz líquidos em temperatura ambiente.

Então, para torná-los sólidos, a indústria introduz moléculas de hidrogênio à cadeia de carbono do óleo líquido. Os carbonos são obrigados a se ligar às novas moléculas de hidrogênio, produzindo ligações simples entre carbonos e tornando o óleo sólido.

Para entender melhor isso, eu fiz uma figura ilustrativa para você:

quadro gorduras sat e insat-otEste procedimento de transformar ligações duplas em ligações simples entre carbonos a partir da adição de hidrogênio à molécula é chamado hidrogenação.

A hidrogenação não transforma a gordura insaturada em saturada natural.

Ela transforma a gordura insaturada em “gordura vegetal hidrogenada” — e esta, por muitos anos, foi a definição de margarina.

Só que a hidrogenação, além de modificar completamente a estrutura da molécula de gordura, produz um negócio chamado “gordura trans”.

E é aí que a história complica.

Gordura trans: o veneno

veneno-otDurante muitos anos, acreditou-se — ou melhor, a opinião pública acreditou — que a gordura vegetal hidrogenada (a base da margarina) era melhor para a saúde do que a gordura saturada (a base da manteiga).

Contudo, a partir dos anos 2000, algumas pesquisas científicas revelaram informações sobre a gordura vegetal hidrogenada que não foram nada legais.

Segundo essas pesquisas, a gordura trans é o pior tipo de gordura para o nosso organismo. Entre os malefícios causados por ela, estão:

  • Câncer
  • Diabetes
  • Obesidade
  • Doenças cardíacas
  • Queda do sistema imunológico
  • Infertilidade e outros problemas do sistema reprodutivo
  • Desequilíbrio do funcionamento das membranas celulares

Ou seja, a margarina causa basicamente todas as doenças que a propaganda diz que ela previne. Legal, né?

Felizmente, essas pesquisas foram amplamente divulgadas, e a indústria alimentícia — a principal beneficiária do discurso de que “gordura vegetal hidrogenada é melhor que gordura saturada” — teve que recuar.

Ela, então, inventou outro processo para produzir margarina.

Em vez de produzir margarina a partir da hidrogenação do óleo vegetal, os fabricantes passaram a produzir margarina a partir de um processo chamado interesterificação.

A interesterificação não produz gordura trans.

Mas será que só isso a torna uma opção melhor?

É o que veremos mais adiante. Antes, gostaria de fazer uma pausa e um convite.

Se estiver gostando das informações, cadastre seu e-mail no campo abaixo. Assim, você receberá em primeira mão todos os artigos e vídeos do Panelas de Gaya! É totalmente grátis!

Conteúdo exclusivo

Cadastre o seu melhor email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do Panelas de Gaya!>

Não se engane

Mas não pense que a indústria parou de produzir gordura trans.

Longe disso.

A gordura trans está na composição de uma série de outros produtos industrializados, como:

  • Sorvetes
  • Biscoitos e bolachas (doces e salgados)
  • Molhos prontos
  • Salgadinhos e pipocas de microondas

E, se você acha que basta ler o rótulo para saber se um produto tem ou não gordura trans, fique sabendo que a história não é bem assim.

Você pode estar sendo enganada.

Quem nos alerta sobre isso é a blogueira Sandra Guimarães, do blog Papacapim:

Se você ainda acredita no que os fabricantes escrevem nos rótulos, saiba que eles não são obrigados a dizer que tem gordura trans em um produto se a quantidade dessa gordura por porção for menor do que 0,2g, e eles têm total liberdade pra escolher o tamanho de suas porções.

Ou seja, um fabricante de biscoitos pode escrever ‘zero gordura trans na porção’ e decretar que uma porção é meio biscoito. Sério. Não se engane: se tiver gordura (ou óleo) vegetal na lista de ingredientes, pode ter certeza que ela é hidrogenada ou interesterificada.

Se você leu atentamente, viu que a blogueira destacou a gordura interesterificada como um ingrediente nada atrativo. E ela não é mesmo.

Agora, se você está pensando que a indústria trocou seis por meia dúzia, não é bem assim.

A indústria, na verdade, trocou gordura trans por algo muito pior.

O que é gordura interesterificada

Interesterificação, segundo o dicionário, significa “reação da qual resulta a formação de ésteres”.

Calma, não é tão difícil entender: toda molécula de gordura é formada por 3 ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerol.

Esta estrutura de molécula, na bioquímica, é chamada de éster.

Fiz uma figura ilustrativa para você entender melhor:

interesterificacao 2-otÀ esquerda, você pode ver uma molécula de gordura em seu estado natural. À direita, uma molécula de gordura interesterificada.

O processo de interesterificação — outro processo que só a indústria consegue fazer — consiste em trocar as posições dos ácidos graxos na molécula de glicerol.

Nesse processo, a indústria muda toda a molécula, a ponto de formar um novo éster.

Este processo não produz gordura trans, mas…

Pesquisas científicas já indicam que gorduras interesterificadas fazem ainda mais mal à sua saúde do que as gorduras trans.

As gorduras trans já eram ruins, por exemplo, por elevar em 10% a taxa de glicose no sangue de qualquer pessoa em apenas um mês.

Pois saiba que as gorduras interesterificadas, no mesmo período, aumentam a taxa de glicose no sangue em 20%.

Uma alta taxa de glicose no sangue provoca resistência à insulina (falei mais sobre esse processo metabólico aqui). Resistência à insulina é o principal fator para o aparecimento de doenças como diabetes do tipo 2, obesidade e hipertensão.

Interessante, não?

Mesmo assim, a indústria afirma que margarina é uma opção saudável.

E não esquece de colocar na embalagem que agora a margarina é “livre de gordura trans”, embora haja controvérsias quanto a isso.

Em primeiro lugar, porque as gorduras interesterificadas são feitas a partir de uma mistura de gorduras hidrogenadas e óleos vegetais líquidos.

Portanto, a margarina ainda pode conter gorduras trans — mas isso pouco importa tendo em vista os malefícios da gordura interesterificada, rs.

Em segundo lugar, a indústria não fala que óleos vegetais ela usa.

Por último, na embalagem ela não contabiliza os resíduos químicos contidos na margarina após todo esse super processo industrial, que requere máquinas caras e complicadas.

E então, agora você prefere manteiga ou margarina?

Qual é melhor?

manteiga feliz-otBem, depois de todas essas informações, você já deve imaginar, entre manteiga ou margarina, qual é mais saudável.

Sob nenhum aspecto a margarina é melhor que a manteiga.

A margarina é um produto industrial que leva óleos vegetais transformados em substâncias nocivas e às quais são adicionados conservadores, estabilizantes, aromatizantes, corantes e outros aditivos químicos.

E sabe por que a margarina recebe corante e aromatizante?

Porque, se fosse vendida com a cor e o odor que tem, ninguém compraria.

Eu sei que agora você está curiosa para saber a cor da margarina: é um cinza nada apetitoso, que é retirado por alvejante.

Já a manteiga, além de ter naturalmente uma cor linda e ser super saborosa, ainda traz vários benefícios ao nosso organismo — graças ao colesterol e à gordura saturada, viva!

E, caso você não saiba, a manteiga também é rica nos antioxidantes vitaminas A, D e E.

Entre os principais benefícios da manteiga, estão:

  • Ajuda no bom funcionamento das membranas (as capas) de nossas células
  • Tem ação anti-inflamatória no organismo
  • Previne contra doenças cardiovasculares
  • Previne obesidade

Sim, você leu certo.

Enquanto a manteiga é boa para o coração e controle de peso, a margarina é ruim.

Tudo ao contrário do que a gente sempre ouviu, não é mesmo?

O que é manteiga clarificada

Esta é a espuma que sai da manteiga derretida. Ela contém toda a lactose da manteiga
Esta é a espuma que sai da manteiga derretida. Ela contém toda a lactose da manteiga

Bem, já que a manteiga ganhou a disputa, vamos falar sobre um tipo muito especial de manteiga: a manteiga clarificada.

Em geral, manteiga é composta de gordura (80%), água (16%) e leite (4%).

Embora a quantidade de leite seja muito pequena, ela pode indispor algumas pessoas intolerantes à lactose, que é o açúcar do leite.

Para resolver este problema, é preciso tirar a lactose da manteiga.

Manteiga sem lactose é a chamada manteiga clarificada.

Se você não tem intolerância à lactose, não há necessidade alguma de clarificar a manteiga — um processo simples, que pode ser feito em casa.

No entanto, algumas pessoas intolerantes à lactose toleram a manteiga, principalmente se ela for clarificada.

Para clarificar a manteiga, basta colocá-la em uma panela em fogo bem baixo, para ela ir derretendo aos poucos.

E, aos poucos, a lactose vai subindo à superfície em forma de espuma.

Basta retirar esta espuma com uma colher ou uma escumadeira e coar, em um pano fino, a gordura que sobrou na panela.

O que é manteiga ghee

À esquerda, manteiga ghee. À direita, manteiga clarificada
À esquerda, manteiga ghee. À direita, manteiga clarificada. Ambas foram feitas em casa

Muitos afirmam que manteiga ghee é sinônimo de manteiga clarificada.

Mas não é bem assim: a manteiga ghee é um tipo de manteiga clarificada.

Para fazer manteiga ghee, é preciso prolongar o processo de clarificação. Você deve ferver a manteiga por um tempo maior, de forma que ela fique com uma cor mais amarronzada e um sabor mais caramelizado.

A manteiga ghee é um alimento muito usado na Índia. Como ela vem do leite de vaca — animal sagrado do hinduísmo — e é purificada ao extremo, seu uso é muito valorizado.

A filosofia ayurveda também utiliza muito a manteiga ghee. Nesta filosofia, o ghee tem função essencial tanto para intolerantes quanto para não-intolerantes à lactose.

Segundo o blog do Instituto Ahau, focado em terapias especializadas, o ghee:

É extremamente benéfico para o fígado, útil para inflamações gastrointestinais e no combate a úlceras, ajuda a equilibrar o fogo digestivo no organismo.

Fortalece o sistema imunológico, ajuda no tratamento dos pulmões, a melhorar a memória e é utilizado em algumas técnicas para refrescar e nutrir os olhos.

É um ótimo purificador dos canais e condutos do organismo, não apenas os físicos, mas também os energéticos e sutis.

É um tônico que fortalece e regenera os fluidos, e é lubrificante, aumentando a flexibilidade.

A manteiga ghee também é bastante resistente ao calor, sendo uma ótima opção para cozinhar, refogar ou fritar.

Se quiser conhecer mais a fundo as diferenças entre manteiga clarificada, manteiga ghee e também a nossa popular manteiga de garrafa, eu recomendo a leitura deste artigo da blogueira Laura Melo, do blog Funcional Kitchen.

No artigo, ela também faz um vídeo muito legal mostrando como fazer manteiga clarificada em casa, caso você tenha dúvidas.

Receita de manteiga clarificada

Manteiga clarificada em casa
Manteiga clarificada em casa

Eu testei algumas receitas de manteiga clarificada que não deram certo. Tentei em banho-maria, em fogo médio e até em fogo alto (errado!).

Foram algumas tentativas frustradas até descobrir que, na verdade, é fácil fazer manteiga clarificada em casa — claro, depois que a gente sabe tudo é fácil, né? rs

Enfim, como este é um alimento delicado, o fogo tem que ser bem baixo, e a panela, de preferência, sem teflon.

Vamos à receita:

  • Coloque um bloco de manteiga (200g) na panela
  • Ligue o fogo bem baixinho
  • Espere a manteiga derreter
  • Você verá que, depois de um tempo, uma espuma começa a subir
  • Vá retirando esta espuma com uma colher grandeclarificar-ot
  • Desligue o fogo e aguarde 30 minutos. Os resíduos sólidos vão se decantar
  • Coe a manteiga derretida em um tecido fino (gaze ou uma fralda de pano)ghee-ot
  • Espere esfriar e coloque no congelador por 20 a 30 minutos
  • Retire do congelador e deixe em temperatura ambiente ou na geladeira

OBS: Na geladeira, a manteiga pode durar até 6 meses

A manteiga clarificada pode servir de base para muitos pratos e doces.

Caso queira conhecer algumas deliciosas sobremesas que levam manteiga clarificada — e também outros ingredientes naturais –, eu recomendo o ebook:

A Carla é blogueira e fitness coach e criou 101 receitas de pratos totalmente saudáveis, pois levam apenas ingredientes naturais.

Então, quando você for fazer um docinho em casa, eu espero que ele tenha saído deste ebook. 😉

Conclusão...

manteiga-otA pergunta clássica é: manteiga ou margarina?

Espero que este artigo tenha te ajudado a fazer uma escolha.

Vimos que é hora de parar de demonizar as gorduras saturadas contidas na manteiga — e também nas carnes e nos ovos.

As gorduras saturadas são fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo, ajudam na digestão e nas funções cognitivas, entre outros benefícios.

Já a gordura trans, contida na margarina, é o pior tipo de gordura que você pode consumir.

Muitos estudos científicos comprovaram que gorduras trans provocam doenças cardíacas.

E alguns estudos já mostram que as gorduras interesterificadas — a “solução” encontrada pela indústria para substituir gorduras trans — são ainda piores.

Portanto, não se deixe enganar pelo discurso da indústria.

Manteiga (produto natural) é, sim, melhor que margarina (produto industrial).

É ela quem sai vitoriosa desta disputa.

Deixe seu comentário abaixo, caso tenha gostado deste artigo, caso tenha ficado alguma dúvida ou caso queria deixar alguma sugestão. Eu ficarei feliz em responder. 😉

Conteúdo exclusivo

Cadastre o seu melhor email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do Panelas de Gaya!>

 

Summary
Review Date
Reviewed Item
Guia da Receita Saudável
Author Rating
51star1star1star1star1star
  • Fabiana Nano

    hehehehe que bom, Pri!!
    Obrigada, beijão

  • Fabiana Nano

    Obrigada pelo comentário, Carla!
    Seu blog também está repleto de informações importantes, bora divulgar cada vez mais. 😉
    Beijão e sucesso pra ti também.

  • Fabiana Nano

    Obrigada!

  • Oi, Fabiana!

    Nossa, que artigo excelente, parabéns!

    Obrigada por citar o Guia da Boa Forma, fiquei muito feliz. 🙂

    As pessoas precisam entender que a gordura natural dos alimentos NÃO faz mal, muito pelo contrário. O que faz mal é uma grande quantidade de gorduras – em especial as que a indústria cria – e uma grande quantidade de carboidratos, principalmente refinados.

    Seu trabalho com certeza está contribuindo para essa mudança de percepção sobre os alimentos. 🙂

    Ah, eu adorei que você ilustrou as ligações de carbono e hidrogênio. É uma forma de tornar um assunto denso em algo mais palpável.

    Beijos, sucesso!

  • Quézia

    Ótimo artigo! Parabéns pelo trabalho!

  • Fabiana

    Pois é, aqui em casa margarina não entra! Que bom que o artigo te ajudou, Pri!
    Beijão

  • Priscila Pesce L. de Oliveira

    Eba, viva a manteiga!! Aqui em casa a margarina só entra em bolos, mas vou rever isso tbm 😉 obrigada pelo artigo, Fabi! Eu tinha ouvido por cima q afinal a margarina era a vilã, mas agora deu pra entender muito bem o porquê.

  • Ajudou sim, Fabi!
    Muito obrigada! 🙂
    Bjss

  • Fabiana Nano

    Oba! Obrigada, querida!
    Beijão

  • Fabiana Nano

    hahahaha que bom que meu artigo te ajudou a tomar essa decisão!!
    Beijão 🙂

  • Fabiana Nano

    Olá, João,

    Que bom, fico muito feliz que o meu artigo tenha te ajudado nessa decisão!
    E é bom saber que por aí a manteiga de garrafa continua firme e forte, né?
    Sobre a intolerância à lactose, é isso mesmo, alguns toleram manteiga e também iogurte (por causa dos bacilos).
    Aliás, iogurte será tema de um artigo por aqui também. 😉
    Beijão e obrigada pelo comentário

  • Fabiana Nano

    obrigada, mamis!
    viva a manteiga.
    beijão

  • Fabiana Nano

    É isso aí, Lu! Adoramos manteiga! 🙂
    Beijão

  • Fabiana Nano

    Oi, Ka,

    As propagandas de margarina são persuasivas, não? hehehe
    Mas a verdade é que, além das propagandas, muitos médicos e nutricionistas recomendam produtos que não são tão legais. Por N motivos.
    Então, eu não acho a margarina boa sob nenhuma circunstância.
    Para baixar o colesterol, é preciso diminuir sobretudo a quantidade de açúcar.
    As gorduras do bem são precisam ser cortadas, se você consumir com moderação.
    Espero ter ajudado… Qualquer coisa, é só me escrever! 😉
    Beijão

  • Fabi, e aquela margarina “ame seu coração”, a Becel? O que você me diz dela?

    Pergunto isso, porque em 2005 “descobri” meu colesterol nas alturas, e naquela época a recomendação era cortar as gorduras e me sugeriram tal margarina….

    Consumi por muito anos…. na verdade tem apenas dois meses que parei de comprar e estou apenas com a manteiga.

    Parabéns pelo artigo!!!

    Com certeza você tem sido referência para os leitores do meu blog [hipertensoemmovimento.com]

    Beijos!

  • Lucila Pesce

    O artigo dá sustentação à minha opção por manteiga, que, inclusive, é muito mais gostosa! Mais um artigo fundamental para quem se preocupa com a saúde e com a alimentação saudável! Também adorei as fotos!

  • Gilda Assad

    Esse artigo , tanto quanto os anteriores, está muito bem escrito, é esclarecedor e objetivo , além do que as fotos são super criativas.
    Eu consumi margarina por muitos anos , mas depois dessas informações decidi que está abolida em casa.
    Por muito tempo também pensei que manteiga fosse “do mal” , mas agora….viva a manteiga.
    Adorei .
    Um beijo

    mamis

  • João Flávio Xavier

    Adorei Fabiana. Depois que vim para o nordeste, me habituei a consumir quase que só manteiga. Aqui se consome muito pouca margarina. Ela fica na geladeira para receitas e frituras. Porém, eu consumia com uma certa “culpa”, pois pensava que ela era “do mal”. Sempre gostei muito do sabor da manteiga e a GULA me fazia passar por cima dessa maldade – kkk.
    Vou já perguntar para minha esposa se não dá pra eliminar logo aquele pote de margarina que tem lá em casa. 😉

  • Artigo maravilhoso, Fabi! Parabéns!

    Ultimamente, só temos consumido manteiga em casa, embora haja margarina na geladeira para fazer alguns pratos. Quer saber? Vou comprar esse trem mais não. Fiquei até com dor no coração ao ler os malefícios. Bora cuidar melhor do corpo emprestado que temos! 🙂

  • Noelle Marques

    Adorei o post, Nanô! Aliás, to amando o blog <3