Dieta Low Carb: entenda o que é e por que funciona (é revolucionária!)

Tempo de leitura: 8 minutos

A dieta Low Carb High Fat é bastante criticada pela mídia, mas não para de ganhar adeptos na internet

Low Carb High Fat

É fácil entender por quê

Eu também conheci a dieta Low Carb High Fat através da internet, e ela entrou na minha vida para ficar. Por quê?

Com ela, eu consegui emagrecer, ter muita disposição durante o dia e ter o sono muito mais regulado durante a noite (tchau, insônia).

Eu vi desaparecerem gripes e resfriados, gases, desconfortos abdominais e nunca mais senti aquela tremedeira da fome.

Depois de vivenciar todas essas melhoras na Saúde, quem iria voltar atrás?

Não dá: é um caminho sem volta.

Então, vamos lá entender o que é essa tal de dieta Low Carb — e, se você quer emagrecer adotando este maravilhoso estilo de vida, já recomendo a leitura deste artigo aqui.

Low Carb: o que é

O princípio básico da dieta Low Carb é a não-ativação do hormônio insulina. Este hormônio é ativado quando ingerimos carboidratos, como trigo, aveia, arroz, açúcar.

Os carboidratos aumentam consideravelmente o nível de glicose (açúcar) no sangue, e a insulina é a responsável por baixar esse nível.

Ela pega a glicose, usa uma parte como energia para as atividades do dia a dia e estoca a glicose que sobrou em tecido adiposo, que são tecidos de gordura do nosso corpo.

Depois que a insulina estoca a glicose, o nível de açúcar no sangue baixa consideravelmente — é justamente nesse ponto que você começa a sentir fome novamente.

Quando você sente fome, vai lá e come trigo ou açúcar de novo, e o ciclo vicioso se reinicia.

O pulo do gato

Dieta Low Carb High Fat

Quando você diminui drasticamente o consumo de carboidratos, você interrompe esse processo e, portanto, não tem mais tremedeira nem sensação de fome.

Porém, para diminuir o consumo de carboidratos, você tem que necessariamente colocar algo no lugar. E é aí que acontece o pulo do gato: a dieta Low Carb usa gorduras, principalmente as saturadas, como fonte de energia, no lugar dos carboidratos.

Não, você não precisa ter medo de gorduras saturadas.

Inúmeros estudos científicos recentes já derrubaram o mito de que gordura saturada faz mal à Saúde. Você pode se aprofundar nesse assunto lendo este artigo aqui do blog ou assistindo este vídeo aqui do meu canal no Youtube.

As gorduras saturadas trazem, na verdade, muitos benefícios à nossa Saúde, e elas têm a grande vantagem de produzir saciedade, além de não ativar a insulina da forma como os carboidratos ativam.

Isso significa que a dieta Low Carb High Fat nos oferece refeições extremamente saborosas, por conta do alto teor de gordura, que nos deixam saciados por muito tempo.

Não é raro você fazer apenas 2 ou 3 refeições — café, almoço e jantar, no máximo — por dia com esta dieta, e não tem nada de errado nisso.

Na verdade, isso significa um ganho de Saúde e de tempo, pois você não precisa ficar cozinhando e comendo toda hora.

Só quem é viciado em açúcar e trigo — esses, sim, viciam mesmo — precisa comer a cada 3 horas, ou até menos.

Quem lucra com esse vício? A indústria alimentícia. E quem lucra com os danos à Saúde causados por esse vício? A indústria farmacêutica.

Dieta Low Carb: Alimentos Permitidos e Proibidos

Antes de começar, o fato de a Low Carb priorizar alguns alimentos em detrimento de outros não significa que você deva parar de vez de comer os “alimentos proibidos” e deva comer apenas os “alimentos permitidos”. Longe disso.

Eu não sou a favor de radicalismos, e me adaptei à Low Carb justamente por não ser um estilo de vida radical. Isto significa que eu sigo a dieta Low Carb na maior parte do tempo, mas abro exceções de acordo com as situações.

Bem, dito isto, a dieta Low Carb High Fat prioriza alimentos naturais, inclusive as gorduras naturais dos alimentos. Isto faz dela uma dieta muito saborosa, nutritiva e sacietógena — ideal para quem quer emagrecer de vez.

Alimentos permitidos

Os alimentos permitidos à vontade são:

  • Carnes: todos os tipos de carne
  • Peixe: todos os tipos de peixe e frutos do mar
  • Ovos: liberados, mas dê preferência aos caipiras
  • Laticínios: queijo curado, creme de leite, iogurte, manteiga, ghee (esqueça o leite desnatado e o queijo branco)
  • Verduras e legumes: todos os tipos de verduras e legumes
  • Oleaginosas: amêndoas, castanhas (caju e pará), nozes, macadâmias, avelãs
  • Sementes: chia, linhaça, girassol, abóbora, gergelim
  • Frutos gordurosos: coco, abacate, cacau (sem açúcar)
  • Óleos: óleo de coco, manteiga, ghee, banha de porco, azeite de oliva comum (todos esses para cozinhar), azeite de oliva extravirgem, óleo de peixe, óleo de gergelim natural, óleo de abacate (todos esses para consumir a frio)
  • Ervas e especiarias: pode abusar delas

Coma com moderação

  • Tubérculos: batata-doce, batata-baroa, inhame, mandioca, cará (evite consumir a batata inglesa, ela é tóxica e pouco nutritiva)
  • Grãos sem glúten: arroz, aveia, quinoa
  • Leguminosas: lentilhas e feijões
  • Frutas: estão liberadas, mas com moderação
  • Chocolate: apenas os que têm mais de 70% de cacau na composição

Alimentos Que Devem Ser Evitados

À medida que você for adotando a dieta Low Carb, naturalmente você vai evitando os itens a seguir. Veja, eu não disse “comer nunca mais na vida”, disse apenas “evitar”.

Isso significa que os itens a seguir não devem ser a base da sua alimentação, e este não é um processo que acontece da noite para o dia.

No meu caso, levou um tempo até eu não sentir mais vontade de comer pão.

Na verdade, isto levou uns meses, pois meu corpo estava ainda “programado” para querer comer pão, e glúten de fato vicia e agride o sistema digestivo da maioria das pessoas (eu só descobri no dia em que quis parar de comer pão, rs).

Mas, sim, chegou um dia em que não tive mais vontade de pão, ufa! \o/

Por isso, é importante persistir. Se você adotar a Low Carb, com certeza vai chegar o dia em que você não vai mais sentir necessidade de:

  • Açúcar refinado: dê preferência ao açúcar mascavo, açúcar de coco e adoçantes naturais
  • Grãos com glúten: trigo, centeio e cevada
  • Óleos vegetais comuns: soja, milho, canola, girassol
  • Gorduras trans: se você não sabe o que são gorduras trans, eu explico neste artigo aqui
  • Produtos industrializados: todos eles, sobretudo os que se dizem “light” e “sem gordura”

Receitas Low Carb

Uma das maiores dúvidas de quem vai começar a Low Carb é: se eu não vou comer pão no café da manhã, o que vou comer?

Existem muitos outros alimentos para se começar bem o dia, e eu costumo começar os meus dias com ovos mexidos. Simples e nutritivo. E, antes de consumi-los, eu sigo um ritual matinal que me faz iniciar muito bem o dia. Falei sobre este ritual neste vídeo aqui.

Mas, se você ama um pãozinho, saiba que existem algumas variedades Low Carb, como este pão sublime de coco e avelãs:

Pão sublime de coco e avelãs

A receita dele está no ebook gratuito “5 receitas fáceis e saudáveis para o seu dia a dia”. Você pode baixar o ebook gratuitamente clicando aqui.

“Efeitos colaterais” da dieta Low Carb

Se você decidir adotar a dieta Low Carb, você provavelmente vai sentir alguns “efeitos colaterais” um tanto desconfortáveis. Eles são normais, e muitas pessoas costumam senti-los — a duração deles varia de pessoa para pessoa.

Isto acontece, porque nosso corpo está acostumado a usar carboidratos como combustível para as atividades do dia a dia. Demora um tempo até o corpo se acostumar a usar gorduras como combustível. Portanto, durante esse período de transição, você pode ter:

  • mau hálito
  • queda de cabelo
  • fadiga
  • indisposição

Esses são os efeitos colaterais mais comuns, e é importante que você esteja ciente de que eles fazem parte de um período de transição.

Quando este período terminar, você com certeza colherá imensos benefícios.

Ter o acompanhamento de um médico ou nutricionista que siga a linha Low Carb High Fat também é fundamental, até porque a necessidade diária de carboidrato muda de pessoa para pessoa — tem gente que consegue tranquilamente cortar todos os carboidratos, enquanto algumas pessoas precisam de uma dose diária maior desse macronutriente.