Tudo o que você queria saber sobre adoçantes (mas não sabia como perguntar!)

Tempo de leitura: 21 minutos

adoçantes“Adoçantes são uma alternativa para quem é diabético ou para quem, por algum motivo, quer cortar o açúcar da dieta.”

Provavelmente, você já ouviu a frase acima centenas e centenas de vezes.

Mas será que é isso mesmo?

Eu discordo da sentença acima por vários motivos. Neste artigo, vou esclarecer todos eles para você. Aqui, você vai descobrir:

  • por que eu não uso adoçantes
  • por que o uso de adoçantes é prejudifical à sua saúde
  • perigos do aspartame
  • perigos da sucralose
  • alternativas ao adoçante artificial: stévia, xylitol e taumatina

Particularmente, há muitos anos eu não uso mais adoçantes na minha dieta.

Não sou diabética nem obesa, mas tampouco recomendo o uso de adoçantes nesses casos.

E, entre adoçantes e açúcar, eu fico com açúcar.

Preparada para saber por quê?

Por que eu não consumo adoçantes

adoçantes e euHouve um tempo em minha vida — e confesso que eu ainda estava no colégio! — em que optei por consumir adoçante no lugar do açúcar branco refinado.

Eu tinha algo entre 15 e 18 anos e lia muitas revistas da área de “saúde” e emagrecimento.

Por sinal, e isso é só um parênteses, os conteúdos dessas revistas não mudaram muito de lá pra cá, né? São sempre as mesmas dietas malucas… Infelizmente.

Enfim, em algum momento, essas revistas fizeram a minha cabeça e eu me tornei uma consumidora de adoçantes, simplesmente porque queria diminuir o açúcar da dieta.

No início, foi difícil me acostumar ao gosto artificial. Mas, claro, eu me acostumei. Depois de um tempo, comecei a estranhar o gosto do açúcar.

E me estranhei por estranhar o açúcar. Intuí, naquele momento, que alguma coisa estava errada.

Então, parei tudo. Parei para refletir. Sim, por conta própria.

O que estariam fazendo aquelas substâncias?, pensei. Seriam mesmo aquelas gotinhas artificiais a opção mais saudável para substituir o açúcar?

Por conta própria, concluí que não.

Voltei para o açúcar — à época, eu ainda usava o branco refinado (hoje, só mascavo).

O que eu intuí naquele momento a ciência já havia comprovado.

Adoçantes fazem, sim, mal à saúde.

Na minha opinião, por um único e poderoso motivo: eles são produtos artificiais criados pela indústria alimentícia. E isso, minha amiga, não é pouca coisa.

Os adoçantes e a sua saúde

saúdeAntes de entrar nas diferenças entre aspartame, sucralose, stévia e etc, é preciso entender o processo do adoçante no seu corpo — e isto vale para todos eles.

Quando você consome uma gota que seja de adoçante, o sabor doce chega rapidamente ao seu cérebro.

O cérebro, então, emite sinais ao seu corpo de que vai chegar mais glicose.

Como resposta aos sinais do cérebro, o corpo rapidamente “esvazia” a corrente sanguínea de glicose para receber uma suposta nova dose.

Só que, claro, a glicose não chega, porque você não a consumiu — você consumiu adoçante, que não é glicose (só tem o sabor dela, mas zero calorias).

Isto provoca algumas disfunções no seu metabolismo, que, por sua vez, causam efeitos bem ruins no seu organismo. Vou citar dois deles:

1 – Aumenta a resistência à insulina (causa de diabetes do tipo 2)

blood-glucose-meter-1318261-1280x960 A insulina é o hormônio responsável por pegar (absorver) a glicose do sangue e direcioná-la às outras partes do nosso corpo, para que tenhamos energia para as atividades do dia a dia.

Ela é ativada assim que a glicose entra no nosso organismo, isto é, assim que ingerimos glicose.

Alguns alimentos — como arroz branco, farinha branca, açúcar refinado — injetam muita glicose, e de forma bem rápida, na nossa corrente sanguínea.

Logo, o organismo vai responder liberando bastante insulina.

Esse processo resulta nos chamados “picos de insulina” no sangue, que todo mundo já ouviu falar como sendo um dos fatores para o aparecimento de diabetes do tipo 2.

Agora, pense que, toda vez que você consome adoçante, você inicia esse processo metabólico no seu organismo — só que sem receber glicose, claro.

O fato de o seu corpo liberar insulina toda vez que você consome adoçante faz com que as suas células fiquem cada vez mais resistentes a esse hormônio — porque é isso o que ocorre quando muita insulina é liberada no organismo.

Resistência à insulina é o principal fator para o aparecimento de diabetes do tipo 2.

É por isso que adoçantes artificiais estão longe de serem um produto ideal para diabéticos, pois eles próprios predispõem o organismo a esta doença.

Ainda está em dúvida? Basta pesquisar um pouco. Já foram publicados muitos estudos científicos sérios sobre isso.

2. Predispõe o organismo ao ganho de peso

obesidade-otMuitos estudos científicos também mostraram, ao longo dos anos, que o consumo de adoçantes artificiais pode predispor o organismo ao ganho de peso.

Quem nos explica por que isso ocorre é o Dr. Mercola, responsável por um dos sites internacionais mais renomados quando o assunto é Saúde e Nutrição. Neste artigo, ele diz:

When you eat something sweet, your brain releases dopamine, which activates your brain’s reward center. The appetite-regulating hormone leptin is also released, which eventually informs your brain that you are “full” once a certain amount of calories have been ingested.

However, when you consume something that tastes sweet but doesn’t contain any calories, your brain’s pleasure pathway still gets activated by the sweet taste, but there’s nothing to deactivate it, since the calories never arrive.

Artificial sweeteners basically trick your body into thinking that it’s going to receive sugar (calories), but when the sugar doesn’t come, your body continues to signal that it needs more, which results in carb cravings.

Em tradução livre:

Quado você come alguma coisa doce, seu cérebro libera dopamina, que ativa o centro de bem-estar do cérebro. A leptina, um hormônio que regula o apetite, também é liberada. Ela informa o cérebro que você está “cheio” assim que uma certa quantidade de calorias foi ingerida.

No entanto, quando você consome algo que tem o sabor doce, mas não contém calorias, o centro de bem-estar do cérebro é ativado, mas não há nada para desativá-lo, já que nenhuma caloria de fato chegou.

Adoçantes artificiais basicamente enganam o seu corpo, fazendo-o pensar que vai receber açúcar (calorias), mas, quando o açúcar não chega, seu corpo continua a assinalar que precisa de mais, o que resulta em uma necessidade de mais carboidratos.

Em suma, o sabor doce ativa tanto a dopamina quanto a leptina, o hormônio que avisa o cérebro que estamos saciados.

Mas ele só avisa o cérebro se, de fato, seu corpo receber glicose.

Como o seu corpo não recebeu glicose (pois você ingeriu adoçante), não há nada que desative a leptina, portanto, seu corpo não recebe o sinal de saciedade.

Conscientemente, você não percebe este processo metabólico, não percebe que seu corpo ainda está pedindo por glicose.

Mas bastam alguns minutos para você sentir necessidade de ingerir alguma coisa – doce, de preferência — novamente.

Existe ainda um outro processo metabólico ativado pelo uso de adoçantes artificiais.

Quando o seu corpo esvazia a glicose da corrente sanguínea para receber uma nova dose, mas não recebe, o organismo acaba liberando os hormônios adrenalina e cortisol, que mobilizam o açúcar a partir de outras fontes — como fígado e músculos, ou outros tecidos do corpo.

Ou seja, o organismo acaba por utilizar fontes de energia que não estavam previstas.

A liberação frequente desses hormônios (adrenalina e cortisol) em resposta à hipoglicemia induzida por adoçantes é prejudicial às glândulas suprarrenais e podem causar estresse.

Bem, se você está acostumada a usar adoçantes artificiais, eu sei que essas informações podem não te agradar, mas espero que você pelo menos as ache importantes. Se for o caso, gostaria de pausar para te fazer um convite.

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Adoçante aspartame

aspartameO adoçante aspartame é considerado por muitos o pior tipo de adoçante artificial, e existem motivos de sobra para isso. Analisemos alguns deles.

O aspartame é uma substância produzida em laboratório e composta por dois aminoácidos — aspartato (ou ácido aspártico) e fenilalanina.

O fato de conter fenilalanina já o torna um produto que deve ser evitado por portadores de fenilcetonúria, doença genética que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo.

Além disso, no laboratório a fenilalanina é sinteticamente alterada para carregar um metanol, responsável pelo gosto doce do aspartame.

Este metanol, quando metabolizado pelo nosso organismo, é convertido em formaldeído — mais conhecido como formol, uma substância tóxica usada em diversos produtos químicos e também para embalsamar cadáveres.

Legal, né?

Mas não para por aí.

Em um alimento natural, como carne ou ovo, o ácido aspártico e a fenilalanina compõem, cada um, cerca de 5% da cadeia do aminoácido.

No aspartame, eles compõem toda a cadeia de aminoácido: 50% de fenilalanina e 40% de ácido aspártico — que, de bônus, vem com 10% de metanol, convertido em um conhecido veneno no nosso organismo.

O nosso organismo simplesmente não tem estrutura para entender e processar esse composto sintético.

Agora, você deve entender melhor por que diversos estudos científicos concluíram que o aspartame pode causar, além de diabetes do tipo 2 e de ganho de peso:

  • câncer, sobretudo câncer no cérebro
  • distúrbios emocionais
  • ataques de epilepsia

Entre outros males.

Na minha opinião, o uso do aspartame (sim, ele está presente em milhares de produtos) só pode ser justificado devido ao lobby da indústria.

Adoçante sucralose

sucraloseO adoçante sucralose é o mais vendido em todo o mundo.

É um adoçante artificial, isto é, também é produzido em laboratório, a partir de moléculas de sacarose e de cloro.

Você pode pensar que tanto a sacarose quanto o cloro estão presentes na natureza e que, por isso, a sucralose não faz mal. Mas não é isso o que acontece.

Para começar, os laboratórios modificam tanto essas moléculas que, quimicamente, as moléculas de sucralose são mais parecidas com as moléculas do DDT — um conhecido pesticida — do que com as moléculas do açúcar propriamente dito.

Interessante, não?

Ou seja, pesar de a propaganda alardear que a sucralose vem do açúcar, suas moléculas na verdade nada tem a ver com açúcar.

Como as moléculas de sucralose não são encontradas na natureza, seu corpo não possui enzimas para metabolizá-las.

Mas isto é considerado bom para a indústria.

Ela diz que a sucralose passa pelo seu organismo sem ser absorvida.

No entanto, um estudo — realizado com animais — concluiu que cerca de 15% da sucralose é, sim, absorvida no intestino.

Isto resultou nos seguintes males, relatados por alguns consumidores:

  • Problemas gastrointestinais
  • Tonturas e enxaquecas
  • Reações alérgicas
  • Aumento do nível de açúcar no sangue (causa de diabetes do tipo 2)
  • Ganho de peso

Além disso, alguns estudos científicos — também realizados com animais — chegaram a péssimas conclusões quanto ao uso de sucralose.

Entre os efeitos mais pesados, estavam danos ao DNA e risco de câncer.

Um estudo realizado com coelhos revelou que os machos que receberam sucralose tinham maior tendência à infertilidade, enquanto metade das fêmeas que receberam sucralose tiveram abortos espontâneos (contra ZERO abortos no grupo de controle).

Mais outros dois estudos revelaram que a sucralose reduz a quantidade de boas bactérias no intestino (o que desequilibra a flora intestinal) e que, quando aquecida a altas temperaturas (acima de 120°C), pode, sim, ter sua estrutura modificada a ponto de gerar substâncias tóxicas para o organismo.

Isto faz com que a sucralose não seja um bom adoçante para cozinhar, ao contrário do que diz a propaganda financiada pela indústria.

Se quiser, você pode se aprofundar nessas informações clicando aqui e aqui.

Sacarina sódica e ciclamato de sódio

Só pelo nome, eu não usaria.

Além de ser um produto artificial, a sacarina contém uma alta quantidade de sódio, o que pode ser muito prejudicial à saúde.

Adoçantes e a indústria

aspartame-moleculas
Moléculas de aspartame, substância produzida em laboratório

Apesar de todos os sérios problemas de saúde associados ao uso de adoçantes artificiais como aspartame e sucralose, a indústria continua a utilizá-los em larga escala.

E não só. A propaganda financiada pela indústria continua a fazer a cabeça de muitas pessoas, inclusive de diabéticos ou pré-diabéticos.

O adoçante aspartame está presente em mais de 6 mil produtos industrializados, sobretudo aqueles que vêm com o rótulo de “diet” ou “light”.

A sucralose é o adoçante artificial mais usado em todo o mundo e também está presente em milhares de produtos alimentícios vendidos em mais de 90 países.

Você pode estar se perguntando: como isso é possível?

É possível, por causa do poder da indústria.

A indústria alimentícia tem braços em laboratórios farmacêuticos, escritórios de advocacia, meios de comunicação, centros de saúde (onde coopta médicos, nutricionistas e outros profissionais da saúde) e também dentro dos governos.

Devido a esse poder, a indústria conseguiu, em 1981, a aprovação do uso do aspartame pela FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa dos Estados Unidos), depois de 20 anos fracassando em aprovar o uso da substância.

O que fez a FDA mudar de opinião foram manobras políticas que tiveram como pano de fundo uma gigante da indústria farmacêutica. Você pode ler toda essa história aqui.

No caso da sucralose, não é diferente.

A FDA liberou o uso de sucralose em 1998 depois de supostamente revisar 110 estudos científicos feitos com a substância.

Desses 110 estudos, apenas dois foram feitos com humanos — no total, 36 humanos — e o mais longo foi por um período de quatro dias.

Mas isto não é o pior.

Desses 36 humanos, apenas seis ingeriram sucralose a fim de que os efeitos da substância no organismo fossem analisados. O restante era ou grupo de controle ou recebeu sucralose em um estudo sobre cáries.

Apesar disso, órgãos regulatórios dizem que a sucralose é uma substância segura para o consumo humano. O uso de sucralose parece seguro para você?

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Alternativas: adoçantes naturais

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Esta é planta Stevia rebaudiana

Alguns males associados ao uso de aspartame ou sucralose são notados menos de 24 horas após o consumo, enquanto outro aparecem a longo prazo.

O problema é que muitas pessoas não associam esses males ao uso dos adoçantes artificias. Mas basta cortá-los da dieta para esses males desaparecerem.

E o melhor é que você pode substituí-los por outros adoçantes. Naturais, claro. 🙂

Vejamos alguns deles.

Stévia

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Pó natural de stévia

A stévia é um adoçante natural extraído de uma planta, a Stevia rebaudiana, nativa da região fronteiriça entre o Brasil e o Paraguai.

Muito antes de sua descoberta pelo botânico suíço Moisés Santiago Bertoni, em 1905, a stévia já era utilizada por tribos indígenas na preparação de remédios e também na culinária, para adoçar pratos.

Hoje em dia, é possível encontrar stévia nos supermercados, nas mesmas prateleiras dos adoçantes artificiais. Nesses casos, a stévia vem em forma líquida ou em pó branco e é embalada ou empacotada, o que sugere que houve processo industrial.

Nesse processo, são retirados da folha da stévia os chamados glicosídeos de esteviol, que são compostos diferentes entre si.

Há, por exemplo, um glicosídeo chamado esteviosídeo e outro chamado reubadiosídeo.

O reubadiosídeo tem um gosto mais doce, enquanto o esteviosídeo é mais amargo. Por conta disso, algumas empresas preferem processar apenas o primeiro, descartando o segundo.

Além disso, algumas empresas processam stévia com outros adoçantes artificiais, enquanto outras ainda processam tanto a planta que, ao final do processo, não resta nada de stévia.

Portanto, na dúvida, leia o rótulo.

Geralmente, os adoçantes 100% stévia são bons, mas a melhor maneira de se consumir a planta é na forma de pó natural, que você encontra em lojas de produtos naturais.

Este pó natural é feito a partir das folhas desidratadas da planta. Consumindo-os, você estará também recebendo todos os benefícios da stévia, como a prevenção de:

  • diabetes do tipo 2
  • obesidade

Pois é, veja só que curioso, a stévia é um adoçante natural que previne justamente as doenças que os outros adoçantes artificiais causam.

Mas é claro que, apesar disso, o uso da stévia deve ser feito com moderação.

Qualquer tipo de açúcar ou adoçante, ainda que natural, pode fazer você entrar em um ciclo vicioso do qual é difícil sair.

Xylitol

Esta é a aparência do xylitol
Esta é a aparência do xylitol

O xylitol é um adoçante natural encontrado nas fibras de muitas frutas e verduras, como milho, ameixa, framboesa.

Ele é considerado um “álcool de açúcar”, porque em sua estrutura possui moléculas de açúcar e moléculas de álcool — mas não são as mesmas moléculas do álcool que consumimos em bebidas, então, não se preocupe quanto a isso.

Seus cristais são obtidos a partir da hidrogenação da xilose, um monossacarídeo.

Isso faz com que o xylitol seja um tipo de adoçante refinado que não contém vitaminas, minerais ou proteínas, ao contrário da rapadura ou do melado de cana.

Embora aqui no Brasil o uso de xylitol não seja comum, o que encarece muito o produto, você pode encontrá-lo em lojas de produtos naturais ou em farmácias.

Ele adoça tanto quanto açúcar, mas contém 40% menos calorias. Por isso mesmo, deve ser usado na mesma quantidade que você usaria se fosse açúcar.

O xylitol tem várias vantagens.

Em primeiro lugar, ele é absorvido lentamente pelo organismo. Portanto, não eleva o nível de açúcar no sangue e mantém estável o nível de insulina.

Isto faz do xylitol um excelente adoçante para diabéticos, ao lado do açúcar de coco.

Estudos científicos também comprovaram que xylitol traz benefícios à saúde bucal, prevenindo contra cáries, por exemplo.

Isto acontece, porque ele é um potente inibidor de bactérias.

Esta característica também faz com que o xylitol previna infecções de ouvido em crianças — pois as bactérias da boca muitas vezes passam para os canais do ouvido — e regule a flora intestinal, eliminando dela as bactérias ruins.

O fato de inibir bactérias, porém, faz com que o xylitol não possa ser usado em receitas que vão fermento, pois ele não ativa as bactérias da fermentação.

O xylitol tem ainda outros dois poréns: ele não dilui bem em líquidos e pode ter efeito laxativo forte em algumas pessoas.

Por isso, se você nunca ingeriu xylitol, é recomendável que você comece com doses pequenas e aumente gradativamente, para o seu corpo se acostumar.

Taumatina

A taumatina é um adoçante natural obtido do fruto de uma árvore nativa do oeste da África, chamada Thaumatococcus daniellii.

Ela é uma proteína, isto é, é composta por uma sequência de 207 aminoácidos. Todos esses aminoácidos são reconhecidos pelo nosso organismo — isto significa que nós temos enzimas para quebrá-los e metabolizá-los.

Por conta disso, a taumatina é um adoçante natural considerado pelas autoridades regulatórias como seguro para a saúde (muito antes disso, porém, os africanos já usavam a substância, que é um dos adoçantes mais antigos do mundo).

A taumatina tem poder de adoçar cerca de 1.500 vezes maior do que o açúcar e sua estrutura é resistente a meios ácidos e a altas temperaturas, o que a torna uma substância ideal para adoçar pratos preparados no fogo. Também por conta disso, a taumatina está presente em muitos produtos industrializados e remédios.

Na culinária, a taumatina compõe o adoçante natural Sweetlift Cook, da Essential Nutrition.

Esta é outra opção de adoçante saudável para você incluir em sua dieta, inclusive se você quiser fazer alguma sobremesa que vá ao fogo.

Para concluir...

Fiz uma foto comparando açúcar mascavo, à esquerda, e açúcar de coco, à direita
Açúcar mascavo, à esquerda, e açúcar de coco, à direita

Qualquer açúcar ou adoçante, ainda que natural, deve ser usado com moderação.

A base de uma alimentação saudável devem ser vegetais, frutas, gorduras boas, sementes e castanhas, carnes, peixes e ovos.

A ingestão de açúcar deve ser esporádica, mas, ainda assim, às vezes temos vontade de comer um docinho, não é mesmo?

Nesses casos, eu recomendo que você use em suas receitas açúcar mascavo, melado de cana, mel, stévia, ou, no caso dos diabéticos, açúcar de coco ou xylitol.

Aqui no blog, eu promovo o ebook da blogueira e fitness coach Carla Basílio, que oferece 101 receitas saudáveis, das quais 22 são de doces. Clique abaixo caso queira ter mais informações sobre o ebook:

Açúcar branco refinado, aspartame, sacarina ou sucralose, são, definitivamente, substâncias que eu recomendaria que você cortasse de vez da dieta.

Sim, você pode mais do que eles!

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